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O diretor da REDETELESUL, Benedito Matos, esteve presente no evento em que o prefeito de Maringá, Silvio Barros anunciou a criação do Centro de Inovação de Maringá (CIM), projeto para incentivar o desenvolvimento de produtos originais na indústria local e que tem previsão de entrar em atividades até dezembro de 2012, último mês no prefeito no exercício do cargo.
O Prefeito de Maringá, Silvio Barros, que também prestigiou o evento, entende que a criação do CIM é um exercício legítimo da sociedade já que o projeto foi elaborado após discussão com várias entidades que definiram a direção em que vai caminhar o desenvolvimento econômico de Maringá. "Em setores como o sucroalcooleiro, é possível ultrapassar a produção de commodities e buscar novos materiais, como biopolímeros. Também o segmento metalomecânico tem oportunidades, apesar de o aço e o ferro serem insumos finitos", explica.
Além da prefeitura, o projeto é encabeçado pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico (Codem) e o Sebrae-PR, e recebe o apoio da Associação Comercial e Empresarial (Acim), de diversos sindicatos patronais e universidades. Para o presidente do Codem, Luis Fernando Ferraz, Maringá dá um grande passo para a criação de uma entidade focada no trabalho e fortalecimento da inovação. "É preciso estreitar o espaço entre a pesquisa e o mercado. Para isso, criamos esse ponto de apoio", destaca.
As entidades dizem que o CIM não será um grande barracão industrial ou laboratório, mas sim um escritório com profissionais focados no incentivo à inovação. "Não precisamos de uma grande infraestrutura. Já temos espaços consideráveis de pesquisa nas universidades, por exemplo", ressalta Ferraz.
O projeto ganhou a adesão da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti). O assessor do secretário Alípio Leal Neto e ex-reitor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Décio Sperandio, afirma que a experiência acumulada em outras iniciativas similares no Paraná será usada para a criação do CIM. "O secretário se e reuniu com o prefeito Sílvio Barros e apoia integralmente o projeto", destaca. "Para a parceria, a Seti poderá dispor de sua rede, que inclui o Tecpar e todas as universidades estaduais", ressalta.
Legislação
Para que o CIM seja amparado legalmente e tenha transparência no funcionamento, é aguardada uma lei municipal sobre o assunto. O parâmetro é a lei federal de inovação, de 2004, que estabelece medidas de incentivo, estimula a criação de espaços físicos especializados e cria canais de financiamento, a partir do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico (FNCT).
O vereador Flávio Vicente (PSDB) já protocolou um projeto de lei a respeito e deverá iniciar o debate no próximo ano. "Usamos como modelo iniciativas semelhantes feitas em Vitória (ES) e Santa Maria (RS)", diz. Uma lei estadual sobre o assunto, que já tem minuta, deverá ser aprovada ainda este ano na Assembleia Legislativa.
Diversos projetos semelhantes foram analisados pelo Codem para elaborar o do CIM. Uma missão técnica visitou modelos no Norte da Itália, Sul da França e Sul da Alemanha, onde foram avaliados interação entre universidades e também mercados e modelos de financiamento das entidades.
Dirceu Herrero – Assessor de Imprensa REDETELESUL
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